
Meu ser busca hoje o que ainda resta de mim de minhas andançase de retalhos em retalhos tento refazer novamente minha unidadeque se encontra perdida nesse infindo espaçosem tempo de nada ser. É querer plainar no vôo eternofindar dilacerar o que mata lento que doe almaque faz pranto calado nas madrugadas da vida nos encontrosnos amores que busco e que me completamas distantes estão e dentro da impossibilidade de ser presença sentidaem momento de desejos e solidão que amarga que tritura que rangedilacera nosso ser e nessa busca seguimos avantee nosso uivo se perde nas caladas uivo rouco doidivanoem busca de mim do ficar aqui do querer permanecermas o todo querer apenas plainar e nunca mais voltarapenas fazer o meu vôo calado rumo minha montanhaminha casa verdadeira minha moradaonde sou eu pássaro ligeiro liberta de todos os elossendo apenas amor.
ZELISA CAMARGO

Nenhum comentário:
Postar um comentário